Recoloquei as mãos sobre a mesa
longe, mas ainda pude ver
seus olhos cravados no meu decote,
tentando ver um pouco mais de pele.
Cruzo e recruzo as pernas,
dança incomodada e frenética,
o rasgo da saia não some
das pupilas dos seus olhos.
Sigo o crispar dos seus lábios,
murmurando o meu nome,
não há mais o que dizer,
meu nome, em vermelho.
Nathalia Melati, 13/04/07.
"Versos, que são versos? Sussurros dispersos da minha boca à tua..." Nathalia Melati
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3 comentários:
Bendita foi a hora que Deus retirou a costela de Adão... Pois não existiriam poesias como essa e nem muito menos desejos como esse.
(pra variar eu gostei muito...)
Não vejo como "desejos" e sim "desejo".
shaushaushauh Eu disse desejos mas me referi a apenas um como vc mano!
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